China teria usado microchips para espionar Amazon e Apple

December 24, 2018

 

De acordo com reportagem da Bloomberg, espiões chineses teriam infiltrado chips em servidores usados pelas empresas

Espiões da China teriam usado microchips para espionar cerca de 30 empresas dos EUA, incluindo gigantes de TI como Apple e Amazon, além de companhias contratadas pelo governo americano, de acordo com informações da Bloomberg, que entrevistou oficiais do governo e do mercado, que preferiram permanecer anônimos.

Segundo a reportagem, o ataque, chamado de "Big Hack", teria envolvido o uso de chips minúsculos, “não muito maiores do que um grão de arroz”, para conseguir se infiltrar na cadeia de suprimento dos servidores usados por essas organizações - e então retirar dados e inserir códigos maliciosos.

O acesso aos servidores dessas empresas, aponta a Bloomberg, teria acontecido por meio dos equipamentos da fabricante Super Micro, que fornece placas-mãe para servidores de diversas companhias no mercado, incluindo a startup Elemental, focada em soluções de servidores para compressão de vídeo e que foi comprada pela Amazon em 2015.

“Os servidores da Elemental podiam ser encontrados nos data centers do Departamento de Defesa, nas operações de drone da CIA, e em redes onboard de navios de guerra da Marinha. E a Elemental era apenas uma das centenas de clientes da Supermicro”, aponta o texto da Bloomberg.

A reportagem também afirma que tanto a Apple quanto a Amazon descobriram o hack por meio de investigações internas, tendo informado autoridades dos EUA e então removido os servidores comprometidos depois disso. Além disso, o site destaca que não há evidências concretas de que os dados das empresas e dos seus clientes tenham sido comprometidos por conta dos ataques.

Vale notar que os oficiais americanos ouvidos pela Bloomberg definem esse como a ataque de supply chain mais significativo já realizado contra empresas dos EUA.

Posicionamentos

Representantes da Apple e da Amazon negaram as informações sobre o suposto hack em notas enviadas à Bloomberg. Em comunicado ao site, a Super Micro fez o mesmo, dizendo não saber de nenhuma investigação sobre o assunto e que não foi contatada por nenhuma agência do governo dos EUA sobre o caso.

Por fim, o Ministério de Relações Exteriores da China afirmou, em nota à Bloomberg, que é um firme defensor da cibersegurança e disse esperar que as partes façam menos acusações gratuitas e suspeitas e mais conversas e colaboração construtiva.

 

Fonte: computerworld.com.br

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